Saída de campo

Sérgio Krithinas
Sérgio Krithinas Diretor Adjunto

Ser ou não ser treinador

Mais uma vez, a Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF) veio a público criticar de forma violenta a escolha de um treinador sem qualificações para treinar na Liga NOS. O alvo foi Rúben Amorim e o Sp. Braga – como antes tinham sido Silas e o Sporting – levantando de novo várias questões de fundo sobre as quais o país futebolístico tem assobiado para o lado.

Há uma lei e, por princípio, tem de ser cumprida. Se a lei (e o regulamento) exige determinada qualificação para que um profissional possa desempenhar uma atividade, então não há nenhuma razão para que os treinadores de futebol vivam num mundo à parte. Aí, a posição da ANTF não pode ser criticada. Mas quem anda no meio também sabe como é difícil aceder aos cursos para treinadores de futebol. São abertas poucas vagas e há vários requisitos obrigatórios, o que torna muito restrito o número de treinadores formados todos os anos. E é impossível não deixar de constatar que são os técnicos que tiraram o curso há mais tempo, quando a exigência era bem menor, que mais apontam o dedo aos que furam na Liga NOS sem o respetivo curso.

Não é um tema de resolução fácil e nunca será consensual, mas fingir que não temos um problema não pode ser a solução.

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