Também tu, Vítor?

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Não era amigo de Vítor Oliveira e creio nunca ter falado com ele. A última vez que ouvi a sua voz foi a fazer os comentários do Paredes-Benfica, da Taça de Portugal, e impressionou-me a linguagem simples e despretensiosa que utilizou, quase alienígena num mundo de basculações, transições e dinâmicas. Também por isso, e por muitas outras intervenções públicas corajosas, sempre tive a ideia de se tratar de um homem bom, um cidadão exemplar e um profissional irrepreensível, algo confirmado pela imensidão de testemunhos de gente que lhe era próxima. Numa semana em que o futebol tanto perdeu, a morte de Vítor Oliveira acaba por ser mais um duríssimo soco no estômago para os adeptos portugueses. Um sentido abraço para toda a família e amigos.

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