Vender a alma ao negócio
Começa hoje o maior Mundial da história. São 104 jogos, com 48 seleções, numa entrega da alma ao negócio. São preços de bilhetes exorbitantes, são formas mais ou menos criativas de chegar a novos públicos, são espetáculos gigantescos nos intervalos, são pausas obrigatórias em cada parte para que os canais possam meter uns anúncios. Numa altura em que os olhos e os ouvidos das pessoas se dispersam por todo o lado, cada segundo em direto dos grandes eventos desportivos é cada vez mais valioso. A FIFA percebeu-o e procura uma receita total que, segundo dados recentes, poderá estar perto dos 10 mil milhões de euros. Que sairá, como sempre, dos bolsos dos já esmifrados adeptos. Sabemos que a América é a terra do capitalismo, mas não precisavam de nos esfregar na cara.
