Vender, obviamente
Os adeptos, muitos com responsabilidades públicas, que defendem que o Benfica devia rejeitar vender João Neves abaixo dos 120 milhões da cláusula vivem alheados do que é a realidade do futebol português – e não só. Não há outra forma de ser competitivo em ligas periféricas: é fundamental fazer receitas extraordinárias com transferências. O segredo é o que se faz ao dinheiro que entra. Na época 2022/23, a valorização do plantel permitiu as vendas de Enzo Fernández e Gonçalo Ramos. Porém, em poucos meses grande parte desse dinheiro foi investido em futebolistas que não renderam e que agora são ‘pesos mortos’ no mercado de transferências. Vender João Neves por 70 milhões de euros? Obviamente. É preciso é critério na forma como se vai gastar.
