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Vítor Baía
Vítor Baía Antigo internacional

Mourinho

Esta semana ficou marcada pela demissão do José Mourinho do comando técnico do Chelsea. Alvo de amores e ódios exacerbados que só os grandes líderes e figuras de primeira linha podem desencadear.

Defendi aqui que acreditava que toda esta situação era passageira e que o José iria certamente ultrapassá-la. Infelizmente, e apesar da qualificação para os oitavos-de-final da Champions League, tal não se verificou. A responsabilidade do mau momento do Chelsea deve ser repartida por várias entidades, ou seja, administração, treinadores e jogadores. Com a minha experiência de jogador, e pelo facto desta equipa ter sido campeã na última época, devo dizer que as exibições individuais de algumas peças-chave da equipa foram muito pobres. Há vários jogadores que estão longe do nível exibicional que já demonstraram. Por muito bom que seja um treinador, os seus métodos de treino e as suas estratégias, sem uma boa operacionalização das mesmas, por parte dos seus jogadores, tudo é impraticável.

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Esta política, adotada pelos dirigentes do Chelsea em relação aos treinadores, contrasta fortemente com aquela verificada na maioria dos clubes da Premier League. Na minha opinião, é uma pena, visto que considerava o José o treinador ideal para o Chelsea e sentia que podiam crescer muito mais. A saída de Mourinho empobreceu a Premier League e o futebol em geral. Porém, acredito que ele já se encontra a trabalhar para demonstrar, no seu próximo desafio, que continua a ser o melhor treinador do Mundo. Espero que volte rapidamente!

Por Vítor Baía
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