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José Peseiro foi o nome escolhido para suceder a Lopetegui, depois de muito barulho à volta de Sérgio Conceição, que acabou por ficar ligado indiretamente a mais um triste momento deste Porto – a derrota em Guimarães. A energia, a vontade, a raça – adjetivos que ficam muito bem às equipas do Sérgio – tudo isso se viu no Vitória; no FC Porto não foi pelo menos evidente ou suficiente tudo o que os jogadores aplicaram ao longo do jogo.
O FC Porto deixou sempre uma sensação de impotência e, quando assim é, a bola torna-se uma inimiga. Então ainda à espera de um treinador, desconhecendo mesmo se do outro lado não estava o futuro técnico (e não estava, apesar do muito que se escreveu ao longo da semana), os dragões revelaram-se uma equipa emocionalmente atribulada e por isso incapaz de recuperar de um azar de Casillas.
Agora, espera-se uma nova vida. O médico chegou para curar a doença que andou a minar o espírito do grupo. Se é a pessoa ideal ou não, veremos. Conhece o futebol português, não conhece o clube por dentro.
Mas talvez vá a tempo, e oxalá que sim, de recolocar o FC Porto num caminho seguro, recuperando a energia que estes jogadores são capazes de ter, se os deixarem respirar. Esta é a grande expectativa. Que José Peseiro seja o treinador ideal para arrepiar caminho e trazer de novo a alegria ao Dragão.
Por Vítor Baía