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Vítor Baía
Vítor Baía Antigo internacional

Esperança

O FC Porto apresentou-se ontem aos sócios e adeptos num ambiente de entusiasmo. Há fé numa boa época, numa época diferente das três últimas. Partilho do entusiasmo, partilho também dessa fé como adepto, mas desconfio de algumas situações que estão longe de agradar, se olharmos profundamente e compararmos até com o que aconteceu nas épocas de maior sucesso. E digo isto porque a uma semana do campeonato começar não me parece muito normal que ainda haja um plantel à procura das soluções definitivas. A rábula com a contratação de Alex é altamente desprestigiante e um sinal de que o novo FC Porto enferma ainda de pecados recentes.

O eixo da defesa não está ainda resolvido e parece-me que nesta altura já devia haver dois centrais rotinados, porque essa é uma das bases de uma boa equipa. Foi assim ao longo de muitos anos. As contratações feitas parecem-me acertadas, particularmente a do defesa esquerdo, Alex Telles, e saúdo o lugar que André Silva conquistou na equipa e a excelente produção de golos na pré-temporada. Mas, se Aboubakar, como se diz, vai sair, então não devia estar já outro ponta-de-lança a trabalhar com o plantel?

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Estas linhas são para o meu amigo Rui Jorge e para o magnífico trabalho que tem feito. Não é apenas pela excelente entrada no torneio olímpico, vencendo um candidato às medalhas, como é a Argentina, mas por todo o seu passado como treinador. Na Seleção, não perde desde 2011. É obra! Oxalá tenha aquilo que merece, ele e todos os jogadores que levou para o Rio de Janeiro: um lugar no pódio olímpico.

Por Vítor Baía
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