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Vítor Baía
Vítor Baía Antigo internacional

A emancipação

Pela importãncia de que se reveste, por todo o ambiente que se vive, pela profunda rivalidade, um clássico entre dois eternos rivais, como são FC Porto e Benfica, pode significar muito mais do que três pontos.

É um facto que, como se diz neste tipo de jogos, não ganha quem está melhor ou em primeiro no campeonato, ou mesmo quem está mais confortável emocionalmente. Se assim fosse, o Benfica entraria a ganhar. Em cada época há uma história diferente, mas não há nada que belisque a emoção, a entrega, a vida com que se encaram estes jogos e por isso é que ninguém ousa cantar vitória ou ir pela lógica. Um clássico obriga-nos a estar sempre, mas sempre, de pé atrás.

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Para o FC Porto este clássico tem, na realidade, algo mais. Pode ser o jogo da emancipação de uma equipa em crescimento, que com uma vitória ganhará com certeza muito no futuro imediato. Os adeptos portistas também estão à espera de algo especial que os leve a confiar, em absoluto, nestes jogadores. São jovens mas muito deles conhecem a mística da casa, que é hoje tão necessária. Deu pontos no passado, há de dar pontos também no presente.

Há quem compreenda isto muito bem. Lopetegui nunca percebeu o significado de um FC Porto-Benfica; Nuno Espírito Santo conhece profundamente a importância de vencer estes jogos e o que eles representam para os adeptos.Neste pequeno pormenor, o FC Porto entra hoje a ganhar em relação ao passado recente.

Por Vítor Baía
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