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O FC Porto chega a meio da época com uma vitalidade enorme. Acaba de se apurar para as meias finais da Taça de Portugal, uma competição muito grata ao clube, mas que já não vence desde 2011. São muitos os desafios que se colocam a este FC Porto e quatro deles com o Sporting, o que é bom para o futebol português e será ainda melhor se tudo ficar decidido com justiça e sem os casos que são infelizmente tão habituais, apesar da introdução de novas tecnologias para ajudarem a decisões mais justas. E muitos problemas têm sido evitados, valha a verdade.
Mais do que os desafios com o Sporting, que são determinantes na época, o FC Porto tem o grande desafio de uma época em que as esperanças estão renovadas e a crença é forte. Crença num grande grupo de trabalho, num grande treinador e em jogadores que comungam do mesmo sentido de vitória e a revelarem um forte espírio de grupo.
A grande questão que se coloca no momento é se o FC Porto vai ter capacidade para batalhar nas quatro frentes em que está inserido em igualdade de circunstâncias com os outros rivais. Há sempre o risco de lesões, de castigos, e o plantel, como já aqui escrevi,parece-me curto para aguentar com fatalidades. O mercado está aberto e era de todo aconselhável um reforço do plantel.Acredito que Sérgio identificou as necessidades e as transmitiu a quem de direito. Não sei qual é a capacidade financeira do clube para se reforçar, mas parece-me que saberá agir cirurgicamente se houver essa possibilidade. Ao longo de vários anos, excetuando talvez os últimos quatro, o FC Porto tem sabido contratar bem e vender melhor. Talvez esta nova vida que lhe deu a equipa atual e as perspetivas de vitória possam ter aberto um novo caminho também no que toca a contratações a fazer. O mercado africano parece-me uma boa solução, agora que não há o problema da CAN, até aqui realizada em janeiro, mas que agora será apenas no final da época normal. O mercado africano volta a ser apetecível e este FC Porto até tem tido o perfume de África, dada a influência de Marega, Brahimi e Aboubakar.
Uma ida ao mercado seja o africano seja qualquer outro, parece-me, antes de tudo, uma necessidsde e um caso de justiça para com esta equipa técnica que tem gerido o plantel com mestria. Mas as tais fatalidades que acontecem é algo que ninguém pode controlar. Preveni-las, sim, é possível e acredito que os responsáveis dêem uma resposta aos anseios de Sérgio Conceição, que por diversas vezes disse em conferências de Imprensa que gostava de ver o plantel com mais soluções. Sem esses reforços, o FC Porto terá de andar a rezar todos os dias para que os jogadores não se magoem ou não sejam alvo de castigos, e isso não me parece que vá funcionar. Daí a necesidade de ir em busca de reforços.
Por Vítor Baía