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Nuno espírito Santo foi escolhido para novo comandante do FC Porto, parece-me uma boa escolha dentro de uma lista de nomes que foi sendo divulgada na comunicação social. É um treinador com um trabalho de grande qualidade feito no Rio Ave e Valência (um quarto lugar em Espanha diz muito). Nuno volta a uma casa que conhece bem e isso pode ser o caminho para reencontrar o sucesso. Mas Nuno não é a solução absoluta do fundo onde caiu o clube, há muito mais a fazer na busca de uma nova via que já deu grandes vitórias. Pode ser o princípio de uma nova vida se o modelo de gestão desportivo acompanhar esta mudança. A equipa de futebol nunca, em nenhuma circunstância, pode estar em segundo plano. Os interesses pessoais, esses sim, têm que estar em último lugar nas muitas exigências que requer uma gestão cuidada e criteriosa. O negócio puro e duro não pode estar em primeiro lugar.
O FC Porto não pode voltar a falhar. Saber aguentar essa pressão será o primeiro sinal de que algo está diferente sem caírem outra vez na triste tentação de recorrerem a jogadores de valor duvidoso e que custam muito dinheiro ao clube. Gente jovem e gente da casa que sinta verdadeiramente o clube. É isso que também se pede à administração que tantos erros cometeu nos últimos tempos com os resultados que se conhecem.
Esperemos que este seja um momento de reflexão e mudança!
Por Vítor Baía