Vítor Baía
Vítor Baía Antigo internacional

Ano zero, outra vez...

O FC Porto volta a mudar de treinador. Nuno Espírito Santo não resistiu a mais um ano sem títulos e pagou por isso, sem que, naturalmente, lhe possa ser atribuída exclusividade nas culpas do que não correu bem. Sempre ouvi dizer que quando falha um, falham todos, e neste todos têm de estar também os responsáveis pela gestão do clube. São muitos anos de apostas falhadas, de más opções e um rasgar com um passado em que a estabilidade do treinador era quase sagrada. Deixou de ser assim e esta ausência de títulos também tem a ver com essa falta de estabilidade.

Agora entra-se na fase de escolher o novo treinador. Já são muitos os nomes que andam nas notícias; não vou discuti-los, tenho a minha ideia, naturalmente, mas no essencial quem vier vai ter de começar do zero em relação a muitos pormenores, a começar pela constituição do plantel. Que seja pelo menos mais feliz é o que lhe desejo e que saiba aproveitar os jovens jogadores e com qualidade que o clube tem nos seus quadros. Será sempre partir do zero, sendo que a exigência aumenta em cada ano que passa. Mais jejum de títulos será fatal, mesmo para quem comanda o clube nos gabinetes. Oxalá o FC Porto consiga reorganizar-se e agarrar de novo a ambição de ser poderoso.

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Hoje, é mais um dia em que o FC Porto fica a ver no sofá a final da Taça de Portugal, um troféu que é a alegria do povo. Mérito a quem ,lá está; Benfica e V. Guimarães vestem-se de festa, os seus adeptos também. E que seja uma grande festa, como sempre. É num palco único e que ‘nasceu’ para receber a final da Taça de Portugal. Que seja uma grande tarde de futebol no Jamor.

Por Vítor Baía
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