Desculpem pessoalizar esta crónica, mas é-me muito difícil passar ao lado das emoções que vivi na festa da FIFA, onde mais uma vez foi consagrado Cristiano Ronaldo e na qual, infelizmente, Fernando Santos não levou o prémio de melhor treinador. Também eu digo, como Ronaldo, fica para o ano, míster. Gostava muito de ter visto o reconhecimento mundial de Fernando Santos, mas todos sabemos que ele é um ganhador, um imenso distribuidor de alegrias, pois abriu um sorriso a um país pequeno que tantas vezes se faz grande.
Nesta Gala da FIFA, também eu tive a oportunidade de ver reconhecido o meu valor e o que fui no futebol como profissional. Foram tantas as manifestações de carinho que cada vez fico, com pena minha, com mais certezas de que é mais fácil ser reconhecido fora do que dentro do meu país. Só mesmo a inveja mesquinha norteia essas pessoas, mais aquelas que vivem de convenientes problemas de memória, mesmo conhecendo de muito perto a minha carreira. Gostei do que vivi, gostei do que ouvi
em Zurique. E em particular da conversa com o presidente Infantino, de quem recebi palavras de apreço e que me deixou numa grande e agradável expectativa em relação ao futuro.
‘De volta’ a Portugal, para dizer que o empate do Boavista na Luz dá ainda maior obrigação ao FC Porto de vencer hoje o Moreirense. A equipa não pode errar e tem, em definitivo, de se alhear do trabalho do árbitro, que é apenas mais um para contribuir para o espetáculo.
Por Vítor Baía