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Vítor Baía
Vítor Baía Antigo internacional

O grande Cristiano Ronaldo

Cristiano Ronaldo abriu em grande esta última semana, confirmando aquilo que já todos dávamos como certo, a conquista do título de melhor futebolista do Mundo, segundo a FIFA e mediante uma eleição muito abrangente entre pessoas do futebol. Começa a ser um hábito e já não terá aquele efeito de regozijo e euforia que aconteceu quando foi a primeira eleição, mas continua a ter um sabor bem agradável e a fazer muito bem ao ego dos portugueses, mesmo daqueles que, por artes do incompreensível, passam a vida a colocar-lhe defeitos. Felizmente, cada vez se veem menos desses detratores.

Cristiano Ronaldo, com a sua categoria, a sua classe e os seus golos, vai conseguindo vergar os críticos. Cristiano Ronaldo é um fenómeno e que sente bem a Nação – aquele quebrar de protocolo na gala da FIFA, falando em português, que não é uma língua oficial da instituição, diz bem de como sente Portugal e faz questão de mostrar isso ao Mundo. A conquista do Campeonato da Europa teve muito dele, como agora o recente apuramento para o Mundial da Rússia.

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O prazer com que veste a camisola nacional – que eu acho que é realmente um prazer único e senti-o muitas vezes – diz bem da sua relação de amor para com o país que o viu nascer. Cristiano Ronaldo vai continuar a provocar invejas, a dar origem a histórias rocambulescas, mas quanto a isso não há nada a fazer. Ser o melhor tem destes inconvenientes.

Portugal é um pequeno país que tem de se orgulhar de ter o melhor futebolista do Mundo, mas que também deve olhar para o que está a fazer de mal a si próprio no futebol. Fernando Gomes foi à Assembleia da República pedir mais rigor e outra legislação mais apertada em relação às questões relacionadas com a arbitragem e, nomeadamente, com as ameaças a árbitros.

E o futebol precisa realmente de mais rigor na sua legislação, facto que tem de partir do poder político, que não pode ficar alheio a questão tão sensivel como a que foi denunciada por Fernando Gomes. Eu acho que o caminho escolhido é o correto. O VAR foi um passo importante para a credibilização do futebol português.

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Primeiro porque é uma ferramente nova e depois porque há interesse em descredibilizá-lo para favorecer interesses e esconder outras realidades. Há muita gente interessada em questionar, em cada semana, uma decisão, fazendo um caso daquilo que não é. Porque ninguém disse que os erros iam terminar, até porque continuam a ser homens que estão a comandar as máquinas e estão, portanto, sujeitos ao erro.

Por Vítor Baía
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