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Braga e Moreirense jogam hoje a final da Taça da Liga. É uma conjugação surpreendente mas feliz. Se o Braga não é surpresa, a equipa de Moreira de Cónegos estaria nas contas de todos fora desta final, por ter encontrado o Benfica na meia final desta nova fórmula da competição. Não foi assim. É também nisto que o futebol nos arrasta para a paixão. Estão os dois finalistas de parabéns, sabendo-se que um deles não irá feliz para casa, mas com a certeza de que a festa será minhota. Há muito tempo que o Minho vem esticando geograficamente o interesse do nosso futebol.
A eliminação do Benfica pode ter consequências até no próprio campeonato. Faz sempre mossa uma coisa assim. Se há uns tempos a caminhada para o tetra parecia um passeio, hoje está pelo menos mais renhida e falta ainda meia volta da I Liga para jogar. O FC Porto está lá, nessa luta, depois de ter ultrapassado o difícil obstáculo da Amoreira. É uma realidade que se vê hoje: um FC Porto mais determinado depois de turbulências, escusadas, porque têm na origem incompreensíveis erros de gestão e alguns de casting do plantel. Dois grandes exemplos que sustentam estas minhas palavras têm nome: André Silva e Rui Pedro, a que junto também André André, recuperado a tempo. Jogadores formados em casa e que, felizmente, estão a justificar injustificáveis opções de mercado. Há mais como eles e o caminho, volto a dizê-lo, passa mesmo por olhar para os muitos valores que são ou fizeram a formação no clube. É também uma razão para ter orgulho em ser portista.