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Depois da excelente vitória sobre o V. Guimarães, em que se viram dinâmicas interessantes e mais um árbitro perturbado na hora de algumas decisões (pareceu-me legal o golo de André Silva), o FC Porto já olha para a Champions League, uma prova em que tem tremendas responsabilidades históricas, por ser uma das equipas com maior número de presenças e pelas páginas tão bonitas que já escreveu, algumas delas também com a minha assinatura e a dos meus companheiros e verdadeiros jogadores à Porto.
A Champions é uma prova única que dá prazer a qualquer jogador. Tem qualquer coisa de mágico. Nos últimos anos, o FC Porto tem andado longe dos grandes momentos, ficando-se pela fase e grupos, mas tem uma boa oportunidade para desfazer essa história recente, porque está a construir uma boa equipa e porque o grupo onde caiu oferece essa possibilidade. Tem de ser sempre tão forte quanto foi em Roma, mesmo nos jogos em que a tarefa pareça mais facilitada. É isso que espero do FC Porto, é isso que os portistas ambicionam e merecem para voltarem aos grandes palcos.
Falo agora, precisamente, de um grande palco, o Old Trafford, em Manchester, onde ontem o United e o City deram um grande espetáculo. É assim em Inglaterra, jogos carregados de emoção. Foi pena que José Mourinho não tivesse ganho como eu tanto gostava, mas o futebol não perdeu, com certeza.
Por Vítor Baía