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Nuno Espírito Santo foi correto na análise que fez, depois do jogo com o Boavista. "Ainda temos de melhorar muito". A frase serve para os atletas e é também uma mensagem para os adeptos entenderem que, nesta altura, não está tudo feito, nem podia. Um plantel construído com algumas particularidades – não consigo entender a indefinição à volta de Brahimi, por exemplo -, extremamente jovem, não podia resultar, nesta fase inicial da época, numa equipa imbatível.
Seria sempre muito difícil. Esta equipa precisa de paciência, dela própria e dos adeptos, que são fundamentais para a concretização de um bom trabalho, mesmo num quadro de exigência que lhes é típico, porque gostam de ver bom futebol e adoram ver o FC Porto vencer.
A vitória sobre o Boavista não pode ter uma interrupção a seguir, nem se deve cair na tentação da rotatividade ou da experiência, porque isso fez Lopetegui em dose industrial que dá para uns anos. Nuno há-de encontrar a equipa ideal para utilizá-la com maior frequência, porque isso também é fundamental para as vitórias.
Aprecio os jovens que fazem parte deste grupo, gosto da aposta que neles se faz. Vem a Champions de novo e é nessa prova que esses jovens têm de ganhar confiança para a capitalizarem no campeonato, que é o que realmente nos interessa.
Por Vítor Baía