Vítor Baía
Vítor Baía Antigo internacional

Ronaldo, o português

Cristiano Ronaldo voltou a dar três golpes em quem teima em tentar deslustrar o brilho que realmente tem como futebolista. Às vezes parece ele contra o Mundo, e ganha. Como aconteceu nesta última semana, tornando-se a figura de uma reviravolta que levou o Real Madrid até às meias-finais da Champions. Uma noite memorável que ficará gravada na memória de quem assistiu ao espetáculo e que revelou, mais uma vez, a extraordinária capacidade do jogador português.

Esse é, muitas vezes, o problema de Ronaldo. Ser português e não ter nascido brasileiro, inglês ou alemão, e por isso é que digo que às vezes parece ele contra o Mundo. E faz-me alguma confusão que em Portugal haja quem o desdenhe, entrando num absurdo jogo de comparações com Messi, um jogo que me parece viciado porque não há como comparar dois dos melhores futebolistas de sempre da história do futebol. São diferentes e é o futebol que ganha com isso, porque são jogadores como eles que fazem crescer o interesse pelo futebol.

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Com o Europeu tão perto, talvez seja a hora de comungarmos do orgulho de ser português de um dos melhores futebolistas do Mundo, para muitos, o melhor. Portugal deve sentir-se bem por poder carregar com Ronaldo, porque Ronaldo sente-se com certeza confortável por ser um dos nomes grandes da equipa de todos nós. E vive muito bem com isso.

Por Vítor Baía
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