_
Tenho pela frente uma sexta-feira muito especial: no dia 12 entro em campo no Estádio Rei Fahd, em Riade, na Arábia Saudita, onde Portugal se sagrou campeão do Mundo de sub-20, em 1989. Pertencia a esse grupo fantástico, mas, infelizmente, devido a um grave problema de saúde, não pude participar nessa fase final. Vou recordar a alegria que os meus colegas deram a todos portugueses. Estarei a defender uma equipa de glórias do Barcelona, com Fernando Couto, Puyol, Popescu, Davids, entre muitos outros amigos. O adversário é o Real Madrid, em jogo integrado num programa de apoio ao futebol naquela região.
O Barcelona representa muito para mim, chama-me com frequência, e isso deixa-me orgulhoso, porque é um sinal de que não esqueceram que defendi com dedicação aquele emblema, com carinho, umas vezes com sucesso, outras sem ele, mas com a consciência que dei o meu melhor. Tal como o fiz em cada momento ao serviço do FC Porto – numa carreira longa, cheia de títulos, que felizmente os adeptos sinceros e de bom senso (e são muitos e muitos) conhecem e reconhecem.
Sexta-feira será então duplamente especial – é também o dia do clássico Benfica-FC Porto. Da forma como o Benfica tem jogado, e a confirmar-se um novo estado de alma e poder do FC Porto (que deve ser confirmado hoje inequivocamente com o Arouca), acredito que há condições para um grande espetáculo de futebol. Cada um tem a sua cor, quero ver o meu FC Porto a ganhar, porque este é um momento em que muito se pode definir.
Por Vítor Baía