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Está superanimado o campeonato, depois da conjugação de resultados deste fim-de-semana, que passou pelo clássico no Dragão, entre o FC Porto e o Benfica, em que os portistas foram superiores, num jogo sem golos, mas intenso e cheio de emoções (com alguns casos à mistura, como não podia deixar de ser, infelizmente). O jogo foi intenso porque houve uma entrega absoluta, e nisso não desiludiu ninguém, e várias alterações táticas ao longo dos 90’+4 minutos, que deram à partida um espetáculo que só pecou por não ter havido golos.
Ou melhor, teve, mas o árbitro anulou, mal, um golo limpo ao FC Porto. Um erro que mancha o trabalho da equipa de arbitragem, já que teve influência direta no resultado. O empate deve fazer sorrir mais o Benfica, porque jogou fora e saiu vivo do Dragão, numa altura em que muitos, os menos prevenidos e mais apressados, já o davam como morto. Não está morto, o Benfica. Está bem vivo e disponível para uma luta que se prevê dura até ao final.
O FC Porto não saiu com a melhor cara deste clássico, porque a ideia era vencer e alargar a distância para um dos rivais habituais, mas nada disso foi possível. Mas gostei do jogo do FC Porto, apesar de ter entrado um bocado mal, permitindo o domínio do Benfica. Quando se encontrou com o jogo, o FC Porto foi dominador, mandou, criou situações de perigo, soube encostar o adversário, e ser superior. É realmente uma equipa muito diferente da época passada e os jogadores são praticamente os mesmos. Grande mérito do Sérgio Conceição na forma como soube recriar a equipa. Transformá-la, dar-lhe um espírito próprio do clube e do qual já havia saudades entre os adeptos. Realidades que devemos atribuir a Sérgio Conceição.
E volto ao assunto que mais incomoda. Não foi uma arbitragem isenta de erros e um deles, por parte de um dos árbitros mais credenciados, teve influência no resultado. Claro que ninguém erra de propósito, mas este erro vai, infelizmente, marcar a história deste clássico e Sérgio Conceição tem direito à indignação.
Está esboçado o cenário de um campeonato que vai ser intenso. Será uma luta até ao fim entre os três principais clubes portugueses, já que o Sporting venceu o Belenenses e apresenta-se com espírito de conquista. Vai ser bom.
Enquanto olhávamos todos para o clássico, na Rússia era conhecido anteontem o destino de Portugal no Mundial. Espanha, de Lopetegui, Irão, de Carlos Queiroz, e o vizinho Marrocos compõem um grupo difícil, que terá de ser muito bem estudado e melhor atacado. Não é uma tarefa fácil, mas acredito que Portugal tem todas as condições e qualidade para ir além da fase de grupos.
Por Vítor Baía