Visão periférica

Vítor Baía
Vítor Baía Antigo internacional

Apenas um acidente

Quem assistiu ao jogo com o V. Guimarães ficou com certeza esperançado em ver o FC Porto ter uma entrada em grande na Champions. As dinâmicas de jogo que revelou nesse encontro deixaram a sensação de que Nuno Espírito Santo tinha encontrado o caminho certo e que iria ter seguimento. Não teve. O jogo com o Copenhaga, uma equipa acessível apesar de estar na Champions, foi uma desilusão do tamanho da esperança que todos tivemos depois da boa exibição uns dias antes. Prefiro ver o sucedido como um acidente de percurso, porque estou convicto que a equipa não perdeu as referências de jogo e interiorizou as ideias do novo treinador. Nem vejo que tenha sido a surpreendente mudança de sistema a engasgar a máquina. Talvez este jogo tenha deixado bem claro que ainda não está tudo feito e que é preciso aproveitar o que já está bem.

Apareceu Brahimi, que foi uma dúvida até ao fim neste plantel.
Parece mais disposto a repartir por todos os seus dotes de artista, o que pode ser muito bom para a equipa. Mas podia ter sido um caso resolvido a tempo e não deviam ter levado tão longe a indefinição em relação ao seu futuro. São pormenores apenas, mas que intrigam, como o caso de Helton.

A má entrada do FC Porto pode ter sido apenas isso, uma má entrada. De resto, os outros dois clubes na Champions, Sporting e Benfica, e o Braga, na Liga Europa, também não puderam sorrir. E nem uma grande exibição como a dos leões em Madrid, serve de consolação.

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