O orgulho de um país

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Portugal bem pode orgulhar-se dos seus jogadores e também... dos treinadores. São muitos os nomes que correm mundo, que são notícia, quase sempre pelas melhores razões. José Mourinho e Cristiano Ronaldo à cabeça, no país que espantou ao conquistar a Europa, vencendo o campeonato em França, com um comportamento exemplar.

Leonardo Jardim em França é candidato a ganhar o título de melhor treinador; Paulo Fonseca pode sagrar-se hoje campeão na Ucrânia, Sérgio Conceição livrou da descida um dos históricos de França, José Mourinho candidata-se a vencer a Liga Europa. São apenas alguns exemplos, e desculpem-me os que falho, para justificar a afirmação com que abri este texto. Portugal pode realmente ter orgulho porque já entrou num caminho em que está a dar muito ao futebol para lá das nossas fronteiras; termos os melhores treinadores e os melhores jogadores, sermos campeões da Europa, parece-me suficiente para quem gosta deste país andar um pouco feliz, pelo menos por isso.

É perante este quadro agradável que fico perplexo – e como eu muita gente que não conhece a nossa realidade – como é que as guerras fora dos relvados continuam a ter um espaço extraordinário nas nossas vidas. Não é normal que assim seja. O mal que fazem ao futebol choca com o tal orgulho que devíamos sentir. Talvez seja hora de parar e refletir um bocado. Portugal merece mais.

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