Visão periférica

Vítor Baía
Vítor Baía Antigo internacional

No bom caminho

Num clássico muito bem jogado, com emoção do princípio ao fim, o FC Porto levou a melhor sobre o Sporting e colocou-se numa vantagem confortável, deixando muito longe do título e de poder discuti-lo este rival. Em termos estratégicos, o FC Porto esteve impecável. Dominou até se colocar em vantagem e soube guardá-la muito bem, alterando a tática quando a conseguiu, deixando de pressionar tão alto para se posicionar em contra ataque e manter em desassossego a defesa leonina. Soube sofrer quando foi preciso,, aguentando um bom trabalho ofensivo do Sporting, que teve oprtunidades para chegar ao empate, mas esbarrou no próprio erro (a falta de eficácia) e na qualidade de um grande senhor das balizas chamado Iker Casillas.

O clásssico foi intenso, enérgico e com muitos momentos de qualidade, protagonizado pelas duas equipas, que deram uma demonstração de disponibilidade para o espetáculo que, tenho a certeza, agradou a quem o viu. Num ambiente muito bom, com os adeptos a terem um excelente comportamento, dos dois lados, o futebol saiu a ganhar. Claro que foi melhor para o FC Porto que, ao cumprir, vencendo, ficou com a via aberta para chegar ao título. Com a vitória, o FC Porto terá deixado pelo caminho um adversário direto na luta pela conquista do campeonato.

O discurso de Sérgio Conceição no final do encontro é o mais coerente e um indicador de que a equipa está vestida para chegar ao título. Nada está ganho e terá de ser esse o pensamento até ao dia em que nem matematicamente a conquista possa ser ameaçada.

É agradável ver como o FC Porto mudou de um ano para o outro – e isso tem a ver com o treinador Sérgio Conceição, de quem tanta gente desconfiou no início desta época - e sem ter feito grandes despesas. Com jogadores da casa e com outros que são mesmo da casa, ou seja, formados no clube, como Diogo Dalot e Gonçalo Paciência, que ainda anteontem foram dois bons exemplos de qualidade e de maturidde apesar da sua juventude. Entraram para o jogo sem medo, como se já tivessem jogado muitos clássicos. E aqui tenho de deixar também uma nota de muito apreço para a estreia em clássicos de Rafael Leão, um menino de 18 anos, que marcou numa estreia em clássicos e que ficará com esta noite na memória para sempre.

Ainda há 27 pontos em disputa e é proibido encomendar as faixas. Daqui até ao fim, têm que fazer de cada jogo uma batalha, encará-lo como uma final, para que seja possível alcançar o título que já foge há quatro anos. Só com esta mentalidade será possível ser feliz, e tenho a certeza que o treinador não deixará que o o pensameno dos jogadores se desvie do objetivo, por muitas que sejam as tentativas de desestabilização que venham a ocorrer. O FC Porto esta de novo no bom caminho.

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