Visão periférica

Vítor Baía
Vítor Baía Antigo internacional

À espera de grandes momentos

Portugal já está na Rússia. Viajou ontem e com a nossa seleção seguiu o nosso sonho de fazer um brillharete no Mundial. Partimos como campeões da Europa e esse é um estatuto que não nos deve atrapalhar pela responsabilidade que acarreta, mas antes nos deve orgulhar e ter sempre presente na mente porque as outras seleções também vão ter de respeitar esse estatuto.

Nos últimos jogos de preparação, Portugal foi subindo de produção, foi revelando qualidades e também alguns erros que foram sendo corrigidos, ao ponto de no jogo com a Argélia já todos tenhamos gostado de ver a nossa seleção porque já esteve próximo daquilo que estamos habituados ver. O comandante é dos bons. Fernando Santos tem a vantagem de ter escolhido muito bem os 23, misturando a experiência de alguns indispensáveis, com a juvenude e a irreverência de novos jogadores, como Gonçalo Guedes ou Bruno Fernandes, que são dois nomes a ter em conta neste Mundial e que vão com certeza ajudar muito Portugal nesta sua difícil missão.

Levam os nossos jogadores uma palavra em mente, a união, que tão importante foi para a conquista do Europeu. E também a união com o povo que a suporta com apoio e carinho, e isso ficou bem evidente nos aplausos a um jogador que viveu recentemente momentos muito difíceis, como Rui Patrício. Esta comunhão de espírito será também muito importante no Mundial.

O primeiro jogo é com a Espanha, para muitos, uma das favoritas à conquista do Mundial. Cabe a Portugal abrir a sua presença neste Mundial contra nuestros hermanos que, será difícil, não tenho dúvidas, mas a Espanha terá de se haver com uma equipa que também é forte, afinal temos "o melhor do mundo". Cristiano Ronaldo chegou a tempo de mostrar que está bem e pronto a fazer um grande Mundial, a ser uma dor de cabeça para os nossos adversários e mostrar porque é ainda hoje o melhor futebolista do mundo. Os companheiros sabem bem o valor do craque, todos sabemos e todos esperamos dele o melhor, mas não devemos esperar que seja ele por si só a resolver todos o jogos.

Há todas as condições para que o Mundial da Rússia seja um grande campeonato, não com inovações táticas, porque creio que por aí não haverá novidades, mas com belos momentos de futebol porque os executantes, os melhores, vão lá estar. Oxalá seja também um exemplo em termos de segurança, num tempo em que o terrorismo assusta a população mundial. Há realmente condições para esperarmos o melhor deste campeonato e cá estaremos para contar as melhores histórias e falar sobre os melhores momentos, esperando que Portugal protagonize alguns deles.

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