Visão periférica

Vítor Baía
Vítor Baía Antigo internacional

A esperada reação

Não dá para esquecer a derrota em Paços de Ferreira, por tudo o que a envolveu – um jogo polémico, com declarações quentes dos treinadores, um penálti falhado, e uma arbitragem pouco cuidadosa de Bruno Paixão, por ter permitido o abuso das paragens no jogo provocadas pelos jogadores do Paços de Ferreira. Uma estratégia normal quando um pequeno se apanha a ganhar a um grande, mas Sérgio teve razão em dizer que foi um exagero, porque foi, realmente, e o árbitro é o mais culpado disso. O certo é que o FC Porto também não fez um bom jogo – entrou mal no encontro e quando acordou teve de lutar contra tudo. Foi uma lição que sevirá para enfrentar esta parte duríssima do campeoanto, em que se joga a conquista do título.

Havia portanto alguma expectativa em relação a perceber qual seria a reação do FC Porto no jogo a seguir, o de ontem, com o vizinho Boavista. Um dérbi que tem histórias muito curiosas, um dérbi que ao longo dos anos nos conta momentos de forte rivalidade, o que equivale a dizer que o resultado é sempre uma incógnita quando estas duas equipas se encontram. O Boavista está hoje muito mais perto daquela equipa poderosa, capaz de bater o pé aos grandes. Está mais solto, a fazer coisas bonitas no campeonato, e de ano para ano está a voltar aos bons tempos. E merecem os parabéns os seus responsáveis, porque não é fácil sair de um buraco tão negro como aquele em que o clube caiu. Felicito o Boavista por este regresso.

É de novo difícil bater o Boavista e ontem ficou mais uma demonstração disso. O dérbi foi bem jogado, com emoção, também com alguma beleza e de desfecho incerto, até ao FC Porto marcar o segundo golo. Ai, a vitória ficou escrita a azul e branco, com justiça, diga-se, apesar da boa réplica boavisteira. Importava saber como é que o FC Porto iria reagir à derrota em Paços de Ferreira, que permitiu também uma aproximação perigosa do Benfica. A reação foi boa, foi a reação esperada, porque esta equipa sabe reagir aos momentos adversos, como já o tinha provado depois da derrota com o Liverpool. Num jogo muito difícil, em que o adversário se bateu olhos nos olhos, notou-se apenas que a equipa está agora orfã de Marega, especialmente dele. Não é fácil substituir o melhor marcador da equipa e um poderoso avançado como é Marega. Aboubakar ainda anda á proura de ritmo (e de golos) depois da lesão,e também ele sentirá a falta do companheiro. Mas é contra estas adversidades (as lesões) que a equipa tem também de saber lutar, de reagir. O FC Porto não tem um plantel muito vasto e Sérgio Conceição tem sido um mestre a encontrar soluções para aliviar falhas de jogadores importantes como Danilo, Alex Teles, Soares e Marega.

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