Visão periférica

Vítor Baía
Vítor Baía Antigo internacional

Amor ao clube

Foi uma semana de sentimentos díspares aquela que viveu o FC Porto e os seus adeptos; primeiro, de alegria pela vitória no Estádio da Luz, depois a frustração pela derrota, nas grandes penalidades, com o Sporting, um resultado sem dúvida surpreendente e que afasta a equipa de um dos seus objetivos, a Taça de Portugal. Ouvi uma conversa interessante entre dois portistas, que discutiam sobre o que valia mais, se o campeonato, se a Taça de Portugal. Dividiam-se nas opiniões, mas também não há muito que pensar: troféus são troféus e é sempre saboroso ganhá-los, não há como medir importância de um ou outro, embora financeiramente vencer o campeonato é muito mais lucrativo (via champions).

Pode dizer-se que o FC Porto falhou em Alvalade depois de uma vitória importantíssima na Luz? Sim, falhou, mas vendeu muito cara a derrota que, mais uma vez, sorriu ao Sporting nas grandes penalidades, todas elas bem marcadas, até a de Marcano, que esbarrou no poste. São coisas que acontecem. A questão que se coloca é se a perda deste objetivo vai ter efeitos negativos na equipa. Creio que não. Quem faz um jogo como o que o FC Porto fez na Luz, personalizado, corajoso, inteligente, não pode ficar afetado por ter perdido um dos objetivos da época. Quem demonstra capacidade de resistência e de recuperação como o FC Porto o fez na Luz, só pode acreditar que está muito perto de alcançar um outro objetivo, o mais lucrativo, que é o campeonato.

Também tenho saudades de ver o FC Porto no Jamor. É um palco inesquecível para todos, adeptos, jogadores, treinadores, mas paciência. Agora que está fora da Taça de Porugal, o FC Porto tem de concentrar todas as atenções nos quatro jogos que faltam para terminar o campeonato em que tem de revelar um compromisso sério com as vitórias. Só depende dele próprio para ser campeão e os portistas esperam que isso aconteça.

Ao longo da época, a equipa deu provas de competência inequívocas, liderada por um treinador que sabe bem o que é preciso para se ser campeão no FC Porto. Antes de tudo, amor ao clube, que é uma expressão muito bonita que era muito frequente ouvir aos jogadores há uns anos. O amor ao clube, sem deixarmos de ser verdadeiros profissionais, pode ajudar a superar muitos problemas que venham a surgir. Fácil já se sabe que não vai ser; será com certeza muito duro, mas o caminho está aberto para se chegar a Maio e fazer a festa. Nada está ganho, como vincou muito bem Sérgio Conceição, mas pode vir a estar. Com amor ao clube...

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