Árbitros e o resto

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O que se passou nesta semana não vai ter lugar nas páginas mais bonitas do futebol português. FC Porto e Sporting varreram a arbitragem, sentindo-se prejudicados e atribuindo a esse facto – porque o foram – o afastamento da final four da Taça da Liga. Têm objetivas razões de queixa, mas é preciso olhar ao resto. O FC Porto, por exemplo, fez uma má campanha – não ganhou um único jogo - numa prova pela qual nunca teve simpatia, mas que nesta época foi classificada como um dos objetivos. Foi mais um que lamentavelmente falhou e fica agora apenas em duas frentes, uma delas, a Champions, a pedir um FC Porto do outro mundo para derrubar a Juventus.

Não há dúvidas que houve más decisões a afastar o FC Porto nestas provas, com especial dureza o adeus à Taça de Portugal, mas há culpas próprias e falta a tranquilidade, como ainda ontem se viu, em mais um percalço que o coloca agora a seis pontos do Benfica. Não está nada perdido – ontem foram quase 20 remates à baliza do Paços de Ferreira, houve inspiração do guarda-redes, houve algum azar, mas faltou também eficácia. Isso não é culpa dos árbitros.

Aliás, eu acho que o caminho a seguir não passa por desancar na arbitragem. O FC Porto sabe muito bem que tem de jogar mais do que os outros para ser feliz. Há muitos exemplos de que é no campo que se cala as tentativas de desrespeito ao FC Porto. Que o merece, e muito.

Quem está na estrutura sabe bem disto, ou então é só consultar a história.

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