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Vítor Baía
Antigo internacional
04 dezembro 2016 - 00:25

De novo em prova...

O FC Porto não fez tudo bem, mas a dose industrial de ataque tinha de dar vitória

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A meio da semana, vivi mais uma grande experiência, que me deixou com mais uma certeza de que a gratidão não morreu nestes tempos de egoísmo. A Académica de Leça, clube onde nasci para o futebol, distinguiu-me, a mim e ao Domingos Paciência, que tambem lá começou, na passagem do 5oº aniversário. Numa sala cheia, com muitos jovens e pequenos praticantes de futebol, passei por um convívio de boas palavras, de muitos abraços, de elogios de várias pessoas, como o Dr. Lourenço Pinto, que me abriram um grande sorriso. A Académica é um pequeno clube, cheia de grandes valores, como esse da gratidão. É o outro clube do meu coração, como o FC Porto!

Um momento que quase me tirou do futebol-real, este que vivemos e em que o FC Porto ocupa um espaço muito profundo na minha vida. Ontem, conseguiu reentrar no campeonato, depois de muito sofrimento. Seria uma injustiça enorme que o Braga tivesse saído do Dragão com um empate. É um facto que não fez tudo bem, mas a dose industrial de ataque, os golos marcados e que não contaram, a entrega absoluta, não podiam ter outro caminho que não a vitória. O golo de um jovem de 18 anos, a entrar em jogo com os nervos espalhados pelas bancadas, pode ter sido a sapatada na malapata que a equipa também tem tido. O FC Porto, tal como o Sporting, reentraram no campeonato, depois da derrota com o Benfica. Que seja uma nova vida.

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