O bom caminho

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Ninguém podia, nem pode, pedir a José Peseiro que mude num dia o que andou mal durante uns meses. Mas depois de uma entrada em cena algo sofrida, como foi a vitória sobre o Marítimo no jogo de estreia, em que parecia que Lopetegui ainda estava bem presente, a equipa revelou ontem outra alma, ao vencer e convencer na Amoreira. Houve outra atitude e uma intensidade mais de acordo com o comportamento que um candidato ao título tem de ter, sempre.

A vitória representou também uma reviravolta, porque o Estoril entrou quase a ganhar e foi preciso que o FC Porto desse a volta ao resultado. E para se conseguir isso tem de haver saúde mental da equipa, que não se enervou. É um sinal desta mudança operada e acredito que o FCPorto vá a tempo de reencontrar o caminho do título.

Aliás, nada está resolvido. Não vai ser fácil para ninguém. Mesmo para quem vai à frente, como o Sporting, que teve de levar a aplicação até ao último minuto para não perder mais dois pontos em Alvalade. Vamos ver como se dá hoje o Benfica em Moreira de Cónegos; com certeza não será tão fácil como o encontro a meio da semana para a Taça da Liga, em que vimos momentos geniais do futebol de Gaitan.

Volto um pouco atrás porque é forçoso fazê-lo. Entre os jogos do Marítimo e do Estoril houve o último encontro da Taça da Liga, prova em que o FC Porto teve uma prestação lamentável. E isso também pode estar relacionado com a aposta na formação do clube, ou a falta dela.Três jogos, zero pontos, não fica bem.

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