Visão periférica

Vítor Baía
Vítor Baía Antigo internacional

O homem que carrega o sonho

O futebol é um desporto coletivo, vale por isso, mas também vale pela capacidade que tem de dar ao Mundo individualidades que se destacam pela sua qualidade e pela maravilha do improviso. Cristiano Ronaldo é hoje, e cada vez mais, um nome incontornável, é ele quem carrega o sonho de Portugal fazer um brilharete no Mundial da Rússia. E assume esse papel sem qualquer problema, sem qualquer vaidade, dividindo por todos os lucros que consegue sozinho ou por iniciativas individuais. Como foi o caso - e tantas vezes isso já aconteceu - neste jogo com a Espanha, que deixou todo o Mundo de boca aberta, especialmente pela beleza do último golo. Cinco passos atrás, concentração absoluta, o remate com o arco perfeito para o golo. Começam a faltar adjetivos para definir este verdadeiro craque mundial, o melhor do Mundo! Nós estamos a viver de perto a história que se vai eternizar e que será contada vezes sem conta no futuro. Somos uns privilegiados por isso e devemos valorizar ao máximo este privilégio que Ronaldo nos dá. Grande Cristiano.

É ele quem dá mais vida a esse sonho português de chegar muito longe neste Mundial. Claro que há toda uma equipa à volta dele, que trabalha muito em função dele, e que trabalha bem. Anteontem, nem tudo correu pelo melhor. O adversário era a poderosa Espanha, e quão poderosa ela conseguiu ser ao longo do jogo, e nem o facto de sabermos desse poder evitou que fosse superior. A Espanha jogou o seu jogo, aquele jogo de passes e movimentações constantes que joga há dez anos, e que lhe tem valido títulos europeus e mundiais. Demonstrou ser favorita a vencer o torneio e, até por isso, o resultado de Portugal deve ser considerado positivo. A Espanha foi superior em muitos momentos do jogo, mas Portugal soube responder com raça, determinação e... com Ronaldo. Fernando Santos disse no final que há coisas a corrigir. A começar pela postura no jogo com Marrocos, que não poderá ser a mesma. Teremos de ter mais bola, teremos de ser mais constantes no ataque, teremos de ter mais atenção no processo defensivo. A agressividade que faltou no jogo com a Espanha, tem de sobrar no jogo com Marrocos, que é uma equipa interessante, movimenta-se muito bem no ataque, tem jogadores velozes, mas falha muito a defender.

Acredito que Fernando Santos vai mexer na equipa, o adversário é outro e não pode haver tanta passividade. Portugal tem de assumir o jogo, tem de mandar desde o início, e sei que o vai fazer, porque esta seleção tem muitos predicados. Acontece que não está a 100 por cento - Fernando Santos já tinha avisado para esse pormenor -, mas tem todas as condições para nos dar uma grande alegria.

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