O ouro em casa

Adicione como fonte preferencial no Google

Janeiro é um mês em que os clubes têm a oportunidade de retificar aquilo que não fizeram bem ou que não resultou em termos de contratações. Quem tem dinheiro procura reforçar o plantel em busca do objetivo perdido, ou no reforço desse mesmo objetivo quando as coisas estão a correr bem. Quem não tem dinheiro, precisa de muito cuidado para ir às compras. O FC Porto ainda não perdeu tudo – está na luta pelo campeoanto e mantém-se na Champions, à espera de uma poderosa Juventus. Mas parece-me que a saúde financeira não é a melhor e, portanto, há que ter muito cuidado nas opções para reforçar o plantel.

Há males que vêm por bem. É evidente que o FC Porto não fez grandes aquisições nesta época – Felipe e Bruno Telles serão exceções; o melhor que o FC Porto conseguiu estava dentro de casa. Sai mais barato, pode não ter um efeito imediato, mas mesmo num ano em que é proibido perder, vale a pena olhar para a formação e... poupar. É a imagem que retiro do bom jogo de ontem, com uma reviravolta interessante, fruto do empenho, de lances bem pensados e melhor finalizados. O Rio Ave deu muito trabalho, mas no final viu-se que valeu a pena, porque sorriram – com alguns jovens que sabem bem o que é o FC Porto e outros que começam a perceber isso.

Uma boa vitória num dia em que a nota de tristeza vai para o desaparecimento de Carlos Alberto Silva, com quem tive o prazer de trabalhar e de ser campeão em duas épocas. É a minha nota de eterna saudade.

Deixe o seu comentário
Assinatura Digital Record Premium

Para si, toda a
informação exclusiva
sempre acessível

A primeira página do Record e o acesso ao ePaper do jornal.

Aceder

Pub

Publicidade