Visão periférica

Vítor Baía
Vítor Baía Antigo internacional

Tempo de paz e de prendas

Estamos num tempo de paz e de prendas. O futebol sofre uma ligeira paragem e é um tempo útil para as equipas repensarem projetos e eliminarem aquilo que está mal, olhando já para o mercado que se abre em janeiro e que permitirá reforços para quem entende que deles precisa, ou porque não planeou devidamente a época, ou porque as circunstâncias só agora o permitem. Olho para o FC Porto que temos este ano e apetece dizer que até na Taça da Liga se está a impor, a mostrar-se personalizado e intreressado em lutar pelo troféu. Bem longe do espírito com que encarou a prova em anos anteriores, ficando sempre pelo caminho muito antes daquilo que era uma obrigação. Não, este FC Porto não tem nada a ver com esse, está diferente, está motivado e tem um treinador que sabe tirar o melhor de cada jogador, mostrando-se exímio na gestão de um plantel que é curto para o tanto que está em jogo.

Faz sentido que Sérgio Conceição, no fiinal do jogo da Taça da Liga, em que tirou do caminho um interessante Rio Ave, fale em duas prendas para este Natal, entenda-se, dois reforços. Já se fala em muitos nomes, como é hábito nestas ocasiões, e podem até os jornais não terem acertado em nenhum, já que o segredo sempre foi a boa alma deste negócio. Sim, acho importante que o FC Porto reforce o plantel para atacar a segunda parte da época ainda mais forte do que aquilo que tem estado e, essencialmente, com mais opções. Não me acredito que o FC Porto cometa erros de um passado recente nas idas ao mercado.Acredito que quem vier, e há de vir alguém, terá a capacidade de se encaixar rapidamente na equipa e no espírito que ela revela em cada jogo que passa, confirmando-se ao mesmo tempo como uma das grandes forças do futebol nacional nesta época.

Uma época má para o Benfica, que acaba de ser afastado também da Taça da Liga. Janeiro pode ser importante para o clube da Luz, fazendo afinações numa máquina que não esteve bem montada de início. Tem o Benfica a oportunidade de sarar feridas e reequipar-se para lutar pelo único objetivo que lhe resta, o campeonato.

Não será fácil, porque vai encontrar sempre um FC Porto muito bem montado e um Sporting a jogar bem, a vencer, e ávido de conquistar um título. Pelo menos uma coisa é certa: teremos uma época a ferver até ao final, emotiva e emocionante, e espera-se que mais sossegada fora das quatro linhas.Este tempo de paz também devia servir para isso, para haver uma reflexão séria e mais juízo em quem tem responsabilidades no futebol português. Um Santo Natal para todos os leitores de Record.

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