Tristezas e alegrias
O FC Porto termina hoje uma época demasiado triste – é sempre assim quando não se consegue um único título, particularmente o campeonato, que, de ano para ano, é sempre o primeiro objetivo e que, pela quarta vez consecutiva, falhou. Acredito que a culpa – que não é exclusiva do treinador e dos jogadores, a quem não se pode apontar falta de aplicação e honestidade no trabalho – há-de um dia ser esclarecida, porque é bom que não morra solteira. Mas a hora será muito mais de reflexão naquilo que se fez de errado, para permitir um regresso consistente às grandes vitórias a que o FC Porto habituou os seus adeptos e o mundo do futebol.
Curiosamente, termina esta época na semana em que os jovens do FC Porto alcançaram uma importante conquista, vencendo a Premier League Internacional Cup, com uma goleada de 5-0 na final com o Sunderland. Este torneio começa a ser uma montra muito interessante e com certeza que quem esteve atento terá ficado esclarecido sobre o valor dos jovens que o FC Porto tem dentro de casa. Sabemos que nem todos podem alcançar um lugar na equipa principal, mas provavelmente alguns deles seriam uma boa aposta para evitar explorar e comprar em mercados estrangeiros jogadores que acabam por se revelar verdadeiros flops, como aconteceu nesta temporada.
Compra-se caro e nem sempre bem, quando uma parte da solução, como tenho sempre dito, pode estar dentro de casa. Parabéns à equipa B e ao António Folha. Vamos no futuro perceber quantos destes jovens serão realmente aproveitados pelo clube.
Termino a realçar o prazer com que estive numa organização do Sindicato dos Jogadores sobre carreiras duais. São iniciativas assim que enriquecem o futebol português.
