Um bom artigo

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Dá gosto (deu gosto) ver o FC Porto golear e seguir invicto no campeonato, na frente de uma corrida que já se percebeu vai ser dura até ao final e um constante teste à regularidade, à paciência, à concentração de quem corre para chegar em primeiro. No jogo com o Portimonense, viu-se de novo um FC porto demolidor no ataque, a não deixar respirar um adversário que até tem uma equipa bem montada e conseguiu marcar dois golos no Dragão, porque tem uma filosofia de ataque e uma interpretação ofensiva do futebol, à imagem do seu bom treinador Vìtor Oliveira.

É um FC Porto farto para a corrida interna, mas a questão que agora se coloca é se este FC Porto tem arcaboiço para a Champions ou se vai ter de mudar alguma coisa – nomeadamente em termos estratégicos. Viu-se na primeira jornada, em casa com o Besiktas, que o sistema não funcionou e por causa disso o FC Porto perdeu; Sérgio não conseguiu emendar a tempo e também não teve a sorte do jogo. Agora, o jogo é no Mónaco, uma equipa que também vem de uma grande vitoria interna, com o seu goleador, Falcão – esse mesmo que nasceu no Dragão para o estrelato – em grande forma. É com alguma expectativa que espero por este FC Porto no estádio Louis II, no Mónaco. O campeão francês leva a vantagem de jogar em casa, mas vai ter pela frente uma equipa que quer retificar a má entrada na edição deste ano da Champions. E acredito que o FC Porto possa impor o seu futebol e impor-se ao campeão francês de Leonardo Jardim, que conhece bem o FC Porto e Sérgio Conceição, com quem se defrontou na época passada. Um curioso jogo de reencontros.

E chegamos ao fim de uma semana marcada essencialmente pelo artigo de opinião de Fernando Gomes, acabado de ser nomeado, com excelência e fruto de toda a sua qualidade como dirigente, para a Comissão Executiva da FIFA. O artigo de opinião surgiu um dia depois dessa nomeação o que lhe dá ainda mais força. É um alerta importante para os diversos agentes do futebol português, numa altura em que principalmente os grandes clubes estão numa guerra de comunicação que não lhes fica bem. A oportunidade do excelente artigo de Fernando Gomes – que se coloca e bem ao lado da arbitragem, o setor mais em causa ou colocado mais em causa neste momento – é uma certeza, embora seja uma incógnita o efeito que terá em pessoas com responsabilidades, com grandes responsabilidades no funcionamento do futebol português. A bem do futebol, de quem vive dele e de quem vibra com ele (os adeptos) os agentes desportivos, de dirigentes a comentadores, deviam encaixar bem as palavras de Fernando Gomes para que o futebol português seja algo de que nos possamos orgulhar, tanto como das suas vitórias.

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