Visão periférica

Vítor Baía
Vítor Baía Antigo internacional

Um lugar de honra

Portugal joga hoje por um lugar de honra na Taça das Confederações. Não era este o final desejado por todos nós, o terceiro lugar será um prémio de consolação para quem tinha ambições tão altas como sempre foi assumido pelo grupo; conquistar o troféu era o objetivo. Infelizmente, a equipa caiu no jogo com o Chile nas grandes penalidades, depois de um jogo intenso e a exigir muito esforço, mas do qual, apesar da derrota, a qualidade da Seleção não saiu sequer beliscada, Aliás, frente ao Chile, que é quarto no ranking FIFA, e não é por acaso, Portugal fez uma exibição cheia de personalidade, foi perigoso muitas vezes, mas falhou na hora de finalizar. Acontece. Portugal sai desta Taça das Confederações com mais uns pontos positivos no seu prestígio, com a vantagem de ter mostrado novos valores ao mundo do futebol, como Gelson Martins, Bernardo Silva e André Silva, que são já certezas do nosso futebol e opções a ter em conta para o Mundial da Rússia.

Numa prova feita já para lá do tempo de competição – uma grande parte das equipas em toda a Europa já voltou ao trabalho – os jogadores tiveram uma entrega total, foram dignos representantes de Portugal e revelaram que gostam de lá estar. Que funcionam como um grupo coeso sob as ordens de um grande comandante como é Fernando Santos, um grande gestor de homens, de personalidades e um enorme treinador de futebol.

Hoje, é um reencontro com o México em que se pede um último esforço aos jogadores, que devem estar saturados e a necessitar de descanso. Conseguir um terceiro lugar numa prova da FIFA será inédito para o nosso país e esse será um fator de motivação extra para os jogadores que anseiam por umas merecidas férias, enquanto os seus companheiros já trabalham.

O Benfica já arrancou para a nova época, o FC Porto e o Sporting fazem-no na semana que amanhã começa. É tempo de renovar esperanças, numa altura em que o futebol se tem jogado muito fora das quatro linhas, o que é próprio do defeso. Passando ao lado das questões que não têm a ver com o futebol jogado, sempre digo que vejo a nova época com a esperança de ter um novo FC Porto em ação. Sem grandes reforços, porque o tempo das vacas gordas já lá vai, mas com um treinador que conhece muito bem o clube e sabe o que é preciso para ter uma equipa vencedora, uma equipa à Porto, que é um espírito que o Sérgio Conceição conhece muito bem. Claro que ele sozinho não conseguirá alterar a tendência vencedora do Benfica, mas com a ajuda de todos é bem capaz de construir uma equipa que, nem que seja só pela atitude, será capaz de deixar os portistas orgulhosos. É isso que esperam todos os que gostam realmente do FC Porto.

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