Visão periférica

Vítor Baía
Vítor Baía Antigo internacional

Um obrigado ao grande Casillas

A notícia até pode ter passado ao lado de muita gente, a sua dimensão poderia nem justificar um comentário meu nestas colunas, mas não posso deixar de sinalizá-la porque me diz diretamente respeito. Tratou-se de uma iniciativa de um grupo de adeptos que no Instagram decidiu escolher quem foi o melhor guarda-redes de sempre do FC Porto. Iker Casillas aderiu à iniciativa e votou em mim. Tratando-se de um monstro das balizas mundiais, o melhor guarda-redes de Espanha e sem dúvidas um dos melhores do mundo, ainda hoje, com um passado riquíssimo, com um historial tremendo, tenho de ficar sensibilizado. Poderia ele simplesmente nem aderir, mas não, quis fazê-lo e votar em mim. É um guarda-redes que está há pouco tempo no FC Porto e ao dar esta opinião revelou aquilo que eu já conhecia dele, um grande profissional, um profissional sério, um grande homem, que soube dar a volta a um momento menos fácil no Real Madrid e reerguer-se, sendo hoje o dono da baliza do meu clube, com a mesma classe, a mesma entrega, a mesma qualidade. Já o defrontei no passado e continuo a vê-lo fazer grandes defesas. Agradeço-lhe por este aceno de carinho, que muito me honra. Obrigado, Iker.

Vou ter o prazer de estar com ele como júri nos prémios The Best em que a FIFA distingue os melhores do futebol. Eu estarei na escolha dos melhor guarda-redes, ele no Prémio Puskas. A FIFA também tem destas coisas boas, aproveita os valores que mais dizem ao futebol para promover a modalidade. Seria um bom exemplo para a Liga Portuguesa, que pouco faz na promoção do futebol e do campeonato. Num país que tem o melhor jogador do mundo, o melhor treinador do mundo, que tem figuras do passado também reconhecidas como tal, como Luís Figo, a Liga não se preocupa em aproveitar estes nomes. Preocupa-se apenas em arranjar um patrocinador para a prova e fica-se por aí, fazendo orelhas moucas ao que tem de rico no seu futebol, no futebol que tem a responsabilidade de dirigir, assumindo-se como uma organização voltada para vaidades pessoais de aparecer à frente deste ou daquele evento ou nas bancadas dos estádios nos jogos dos grandes. Como eu lamento este triste facto.

Ontem foi dia de derbi, um jogo de grande intensidade, dinâmica e emoção com uma grande incerteza no resultado. Acabou por dar empate com um Salin de grande nível e o aparecimento de mais um grande talento do futebol Português, João Félix. Quanto ao FC PORTO não soube aproveitar o empate do derbi para se isolar. Uma segunda parte menos conseguida e um Vitória muito bem organizado originaram a primeira derrota do campeão.

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