Uma questão de finalização

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Permitam-me que comece este texto com um agradecimento muito pessoal aos muitos amigos que me enviaram mensagens de felicitações a propósito de uma data que me diz muito, a minha estreia na 1.ª Liga com a camisola do FC Porto, que aconteceu há 30 anos, no dia 11 de setembro. É bom sentir o carinho de tanta gente, como foi bom perceber que também a Comunicção Social não se esqueceu dessa data, que marcou o início de uma carreira de que muito me orgulho. Muito obrigado a todos pela lembrança.

Quero também deixar uma nota de muito apreço à Seleção feminina de futsal, que conseguiu o apuramento para a fase final do Europeu, num sinal de evolução claro, de muita qualidade, e em mais um excelente trabalho conseguido no seio da Federação Portuguesa de Futebol. É mais uma prova de que o investimento e a boa organização valem a pena.

Anteontem, olhei com atenção para o jogo do FC Porto com o Chaves, para a Taça da Liga, e nem tudo o que vi me deixou satisfeito. A começar pelo árbitro, que, ou teve uma noite infeliz, ou precisa de praticar mais para poder apitar um jogo entre duas equipas da 1.ª Liga. Permitiu o antijogo claro do Chaves, travou imenso o andamento do jogo, contribuindo decisivamente para o mau espectáculo que de vez em quando se viu e que as quase 40 mil pessoas presentes não mereciam. Isto para além de decisões erradas que prejudicaram um e outro, embora mais o FC Porto.

Mas não foi pelo árbitro que o FC Porto não venceu.O desperdício foi evidente, porque a equipa até não se movimentou mal, criando diversas oportunidades para marcar, e bem cedo.

Esse é um problema que o FC Porto terá de resolver rapidamente, até porque se na Taça da Liga há tempo para recuperar e entrar no trilho do apuramento, na Champions, que começa esta semana, não dá para tanto desperdício. Gesteve malanhar em casa do Schalke será um passo muito importante, será começar bem, mas para isso acontecer a equipa tem de ser mais assertiva na hora de atirar à baliza.

Neste jogo com o Chaves, tivemos uma grande notícia, um Danilo completamente recuperado, a entregar-se ao jogo sem medo, a ser fundamental nos equilíbrios que a equipa precisa para se manter consistente nos mais diversos processo de jogo. Danilo é, a par de outros, um grande reforço para Sérgio Conceição, que irá com certeza fazer alterações no meio-campo em relação ao que vinha jogando, porque Danilo terá entrada direta no onze. É muito bom tê-lo de volta, sem dúvida.

Completo esta crónica com os desejos de boa sorte para os três clubes que vão estar em competição na Europa durante esta semana. Um desejo de um pleno de vitórias para nos abrir um sorriso que bem precisamos.

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