Presente envenenado
O Benfica está na pré-temporada no mesmo limiar do ataque de nervos com que viveu praticamente toda a época passada. O Sporting também pisou a relva do Estádio Algarve mas, mesmo sem boa parte dos craques e em ano de mudança, o ambiente não tem comparação. A goleada frente ao Celtic vale pelos laivos de talento jovem e pela certeza de que Rui Borges ganhou tranquilidade para executar o seu plano. Por ridículo que possa parecer, essa diferença de estados de espírito tem muito a ver com o colapso leonino no Jamor. Carpidas as mágoas, começar a competir no fim-de-semana de 9 de agosto proporciona uma galáxia de diferença em relação a quem está pressionado a apresentar um onze competitivo a 23 de julho em ano de Mundial. Ainda para mais, quem não entendia a razão pela qual o Sporting antecipou o mercado agora pode meter as críticas no bolso. A temporada vai ser longa e a procissão ainda nem saiu do adro, mas para início de conversa as irritações estão do lado de Marco Silva. Desde o caso António Silva até à falta de reforços, será preciso trabalhar muito, e bem, para que voltem os sorrisos à Luz.
