Tormenta para 2030

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A crise migratória cada vez mais tensa entre Espanha e Marrocos promete tornar a organização conjunta do Mundial'2030 um barril de pólvora. As última revelações dão conta de que Gianni Infantino, na ânsia de se perpetuar no poder na FIFA, está dispostos a oferecer a final do evento ao país magrebino, trocando Madrid por Casablanca, algo com o qual os nosso vizinhos ibéricos não parecem dispostos a conformar-se. Há tormenta no horizonte e só quem viver noutra galáxia pode acreditar que esta coligação contra-natura, e que também envolve três países sul-americanos, não vai acabar mal. Já agora, pode não parecer face ao silêncio cúmplice, mas Portugal também é suposto contar para o totobola e chegará o momento em que Pedro Proença terá de deixar de sorrir e dar um murro na mesa. Nas negociações que colocaram o processo em marcha, era suposto a organização portuguesa ter direito a uma meia-final. Ante as cedências de Infantino, parece difícil podermos aspirar mais do que um jogo dos quartos-de-final e mesmo assim convém mesmo não facilitar. 

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