O destino de Jesus
O Benfica e Jorge Jesus vão ter, no início de 2022, de discutir seriamente a relação. Se isso será feito em cima de vitórias ou derrotas perante o FC Porto pode nem ser tão decisivo como isso na equação. É claro que se o técnico sair do Dragão a sete pontos de liderança ficará ferido de morte na Luz, mas mesmo que ganhe corre o risco de continuar aos mesmos quatro pontos do topo da tabela e sem margem de erro face à solidez demonstrada pelo Sporting. Ou seja, sujeito aos assobios, apupos e desconsiderações de adeptos e comentadores, isto sem que uma assertiva se erga do lado da SAD de forma a deixar claro, de uma vez por todas, que Jesus será o treinador do Benfica até final da época aconteça o que acontecer. O que, desde logo, daria uma mensagem clara para o relvado, bancadas e esfera mediática sobre o pulso firme de quem tem de pensar o Benfica muito além do nome de quem lidera a equipa profissional. Todavia, há silêncios ensurdecedores, que magoam e desgastam. Não sendo curados pelas palavras ditas, e repetidas, em privado , mas que não curam as maleitas públicas.
