As pedras no caminho
Estamos em meados de setembro e o FC Porto já vai ter de jogar mais uma final, segundo o cenário traçado por Sérgio Conceição. O descalabro frente ao Brugge impõe uma reação forte no Estoril, mas o filme já se viu após Vila do Conde e o combustível de uma equipa vencedora tem de ser a competência, não a revolta. Até porque o calendário após as seleções é louco e impõe dez jogos sempre a rasgar em pouco mais de cinco semanas. Claro que os dragões estariam mais fortes com Mbemba, Vitinha e Luis Díaz, todos titulares na última visita aos canarinhos, mas desta vez nem sequer contam com Otávio e o processo de regeneração de talento tem sido doloroso. São muitas as pedras no caminho de Conceição. Tantas que, para as recolher e reerguer o castelo, dispensava bem as pedradas que visaram a sua mulher e filhos. A onda solidária com o técnico é inequívoca e os suspeitos do crime estão identificados. É vital que a justiça seja célere e implacável, mas também há muito para apurar sobre o comportamento das autoridades policiais naquela noite.
