O efeito Conceição
Não há vendas, não há compras, mas há Sérgio Conceição. Num ápice, a aridez do defeso azul e branco transformou-se num oásis de esperança. Bastou o treinador, habitualmente reservado e pouco dado a festividades, regozijar espontaneamente perante uma mensagem por via aérea de adeptos, no Algarve, pedindo-lhe para voltar a fazer "o Porto campeão". Era o clique que faltava para a nação azul e branca, vitaminada por essa prenda de São João nas redes sociais, despertar de uma letargia de longas semanas, preenchidas pelas diabruras do Benfica a espalhar milhões pelo mercado ou pelo folhetim de Gyökeres, que vai entretendo os indefectíveis do Sporting. É assim o efeito Conceição. A sua 7.ª temporada no Dragão vai continuar a ser tão difícil como a 1.ª, a sonhar com uma bonança que nunca mais chega e que o obriga a enfrentar tormentas para conquistar títulos.
