O tempo da justiça

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É assim a vertigem dos dias. Portugal acordou com um governo de maioria absoluta em funções, eleições legislativas previstas apenas para outubro de 2026 e, num ápice, ao início da tarde já tinha ficado sem primeiro-ministro e na iminência de um ato eleitoral antecipado. O terramoto político, com epicentro judicial e inflamado a lítio e hidrogénio, acabou com a ilusória paz podre e abre a porta a um novo ciclo já sem António Costa na equação. O tempo da justiça ditará a existência de motivos mais do que éticos para a demissão do chefe de governo. Veremos se em momento útil para a responsabilização, na barra dos tribunais, ou ou na variante nebulosa que mantém José Sócrates num incompreensível limbo nove anos após a detenção. E, já agora, Luís Filipe Vieira sem qualquer acusação resultante da Operação Cartão Vermelho dois anos e meio após ter sido forçado a deixar o Benfica.

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