A análise interna do regresso da crise ao FC Porto coincide entre a administração, estrutura, equipa técnica e até parte do plantel. No balneário, há quem tenha a cabeça longe do Dragão e a reabertura do mercado manchou com duas derrotas um percurso de cinco vitórias e um empate em dezembro, com 14-1 em golos. As críticas de quem fala sem conhecimento de causa cingem-se ao facilitismo do despedimento do treinador. No entanto, o histórico do clube é claro e nunca, no passado recente, uma chicotada permitiu títulos na época em que ocorreu. Por muito que Villas-Boas vá ao balneário colocar tudo em pratos limpos, Vítor Bruno terá de materializar essa confiança tornando o "avião" para Barcelos de acesso exclusivo a quem mostrar que quer ganhar mais do que o Gil Vicente, sem estar a pensar em "viagens" para Itália, Espanha, Inglaterra ou quejandos. A retoma é obrigatória para evitar o terremoto.
