A verdade de Varandas

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Frederico Varandas não gere o Sporting de fora para dentro. Nem sequer abdicando do pulso firme perante o sussurrar das vozes que, do lado de fora do gabinete presidencial, há muito preferiam que o comando técnico já estivesse noutras mãos. Após a eleição, em setembro de 2018, Varandas já despediu Peseiro, Keizer, Silas, Leonel Pontes e João Pereira, tendo visto Rúben Amorim ser resgatado pelo Man. United. Por isso, se o momento chegar, o líder tomará a decisão que melhor defender os interesses do Sporting sem nunca cometer o pecado da ingratidão. Outros preferem alimentar fontanários à espera que se forme um tsunami que arraste o leão para fundo. Noutros tempos, dizia-se que era apenas o Sporting a ser Sporting. Na era Varandas, chegará o dia em que os visionários da estrutura terão de mostrar quem têm na manga para a sucessão de Rui Borges. Quem, a partir das bancadas, assobia até os miúdos Eduardo Felicíssimo, Samuel Justo, Paulo Cardoso, Mauro Couto ou Rafael Nel, vive na ilusão de que a agitação de lenços brancos atrairá, qual passe de feitiçaria, um treinador de primeira linha da Champions. Ou então um Abel Ferreira ou Leonardo Jardim, já que Sérgio Conceição não é viável. A fasquia está tão alta quanto o leque de escolhas curto.

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