A cadeirinha da liderança
Desde o choque da derrota em Braga, no regresso do campeonato após a paragem mundialista, o Benfica só sofreu golos contra o Sporting. Em sete jogos, seis acabaram com folha limpa. O mérito de Roger Schmidt reside neste ponto por vezes subvalorizado ante o fragor dos debates casuísticos. Conseguiu construir um coletivo forte, que esmaga na pressão mas também defende bem e resiste às oscilações das individualidades. Enzo Fernández decidiu correr atrás das libras; Rafa está a recuperar ritmo; Gonçalo Ramos foi baixa; David Neres anda desaparecido em combate; Draxler continua a ter uma passagem efémera. Emerge João Mário como figura improvável, não por dúvidas sobre a qualidade mas sobretudo pela produtividade na finalização. A verdade é que o Benfica supera a turbulência com 11 pontos de vantagem sobre o FC Porto. Tem mais dois jogos realizados, claro, mas já somou esses pontos e pode assistir, de cadeirinha, ao clássico dos rivais em Alvalade.
