A gratidão de Jesus

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Jorge Jesus deu um banho tático a Rui Vitória em Moscovo, mas deixou os calculismos dentro das quatro linhas. Do lado de fora, e de viva voz, assumiu a sua gratidão em relação a Luís Filipe Vieira, o presidente que o contratou para o Benfica contra acirrrados opositores internos e o segurou no posto mesmo quando a nação encarnada reclamava a sua cabeça. Isso não menoriza JJ, só o engrandece. Até porque a sua primeira palavra pode ter sido para o anterior líder, por quem nutre uma amizade que não renega, mas quem respirou bem fundo e sentiu toneladas sair de cima dos seus ombros foi o sucessor Rui Costa. O pisão dado ao Spartak, a pedir goleada, é apenas parte da missão. Confirmado o apuramento em Lisboa, segue-se muito provavelmente o PSV. Só que, nessa altura, as águias já terão a rodagem de quatro jogos oficiais. A mensagem de "muito otimismo" de Rui Costa faz cada vez mais sentido e os milhões da fase de grupos da Champions são cada vez menos uma miragem.

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