A indignação aborrecida

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Chega a ser entretido para o adepto envolver-se na indignação do dia, ou por vezes até da hora, nas redes sociais ou à mesa do café. Criticar dirigentes desportivos pela saída dos craques como se os clubes portugueses não fossem vendedores crónicos; rasgar empresários que fazem acontecer negócios providenciais por cobrarem comissões a taxas normais de mercado; dar crédito e difundir as emanações de contas de Twitter e afins sem qualquer credibilidade e depois culpar a comunicação social pela desinformação. A conversa aborrecida, que não apaixona nenhum adepto, é a que avisa as SAD para conterem os custos com pessoal e os gastos ocultos nas rubricas de fornecimentos e serviços. É a que alerta para a péssima prática, sem fim à vista, de pagamento de comissões tanto na compra como na venda dos jogadores, duplicando os encargos. Ou de como é possível termos chegado a 2022 sem internacionalizar a marca da Liga Bwin, fruto da resistência à centralização, boicotando o crescimento do bolo pelo receio de perda de migalhas pelos poderosos.

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