Águias sem desminagem

Foi em maio de 2025 que Rui Costa desabafou que estava tudo tudo minado no futebol português depois de perder a Taça de Portugal frente ao Sporting. Disse-o a Pedro Proença, ainda no Jamor, mas também no Seixal, tendo sido escutado pela CMTV. O Benfica assumiu que era altura de avançar para a desminagem, tendo sido dado como fechada a contratação de um escritório de advogados de elite de Madrid no sentido de haver uma intervenção decidida pelo menos junto da FIFA, UEFA e IFAB. Nunca se conheceram resultados dessa missão internacional, mas quase um ano volvido, o Benfica volta a fazer ecoar as mesmas queixas que se foram repetindo ao longo da temporada. José Mourinho não tem dúvidas de que as minas e armadilhas abalaram a navegação encarnada. Rui Costa, que não calou a revolta perante Gustavo Correia, tanto no túnel como perante os microfones, partilha desse entendimento. O problema é que os erros graves somam-se a um ritmo tal, e com estilhaços que atingem tantas paragens, que a suspeição de alguma 'mão verde' a trabalhar na sombra espalha-se ao comprido perante as flagrantes manifestações de incompetência mesmo quando as decisões imediatas deveriam ser prejudiciais ao Benfica, veja-se a expulsão a Otamendi que rebentou com a partida em Famalicão mas que perante a admoestação por parte do árbitro apenas foi consumada por intervenção do VAR, o mesmo que não se pronunciou no penálti evidente de Rodrigo Pinheiro a cruzamento de Schjelderup.

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