Ainda pode dar Portugal

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A goleada ao Uzbequistão é um convite à euforia. Afinal ainda pode dar Portugal neste Mundial. Isso será verdade na medida em que a Seleção, já sem raiva, sem  se sentir acossada e sem estar revoltada com o ruído nem com as críticas às idas à praia, conseguir crescer e consolidar-se a um nível alto dentro da prova. O teste com uma Colômbia muito competitiva é um bom fiel da balança para as convicções, e ganhar o grupo ou ficar em 2.º lugar define rotas muito diferentes para as rondas a eliminar. Perante o  conjunto de Fabio Canavarro, Portugal puxou dos galões e transfigurou o seu futebol mexendo  apenas em dois nomes do onze (Rúben Dias e João Félix).  Pareceu fácil porque a equipa tornou a missão muito mais simples na mesma medida em que tinha complicado o embate com os congoleses. Acredito que não há retorno e que a partir de agora veremos em campo a Seleção que nos enche as medidas. O plano inicial de Roberto Martínez colapsou ao primeiro teste, mas a resiliência falou mais alto. Prometeram-nos uma Seleção em crescendo, capaz de atingir o pico de rendimento nos duelos decisivos para alcançar a glória. É esse o caminho, sem medos, sem dar passos atrás.

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