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Apreço certo por Mora
Saída de campo
Sem precisar de acordos feitos por baixo da mesa, Villas-Boas permitiu a saída de Rodrigo Mora sem fincar pé na cláusula de rescisão e admitindo cobrar apenas 70% da cifra de 70M€ definida contratualmente. Trata-se do presidente que, há três meses, afirmou não ter dúvida de estar perante "um dos maiores talentos do mundo". Mas também do antigo observador de eleição e treinador de topo capaz de analisar que, com Martín Anselmi, Mora beneficiava de "liberdade total de movimentos que potenciou a criatividade" mas que, com Farioli, passou a estar obrigado "a outra intensidade e outra responsabilidade defensiva". Tudo somado, o líder dos dragões foi o primeiro a ter consciência de que a permanência do prodígio não conduziria a uma evolução satisfatória, mas sim à desmotivação e desvalorização de um talento pelo qual tem apreço. Por tudo isto, a SAD azul e branca foi colaborante nas negociações com a Roma, defendendo os seus interesses ao fixar a fasquia dos 50M€ mas sem visar em nenhum momento levantar dificuldades ou prejudicar Rodrigo Mora. A Roma entendeu onde tinha de chegar para o negócio acontecer e o fumo branco foi o desfecho natural.
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